
Disseram que não haveria festa.
Que a noite seria pesada demais.
Eu aceitei o escuro,
achei que a companhia não caberia.
Depois houve convite.
Haveria gente.
Haveria saída.
Mas, o sim não passou por mim.
Nem mesmo o talvez.
Fiquei aqui,
sem saber se falo
ou se o silêncio já diz
o lugar que ocupo.
Não doeu a escolha.
Doeu não ter sido opção.
E desde então essa dúvida fica:
se eu sou guarda-chuva na tempestade,
por que não tenho abrigo quando chove?
Poema por Higor Casagrande.
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