
Me diz o que aconteceu, me conta o que mudou, me faz as perguntas que ficaram pelo caminho e vamos tentar voltar para o começo, porque em algum ponto tudo saiu do lugar e ninguém teve a coragem de avisar. As memórias me atravessam como se alguém insistisse em abrir a mesma ferida todos os dias, e eu vou me fechando de novo, não por frieza, mas por exaustão.
Eu já não sei mais pelo que vale a pena lutar, porque parece que só eu estou tentando manter algo vivo enquanto você apenas deixa escorrer pelos dedos, e isso cansa de um jeito que não tem nome. Às vezes sinto que estou insistindo no impossível, batendo em algo que não responde, e outras vezes o que dói é perceber que talvez nem haja mais resistência, só ausência. Eu fico me perguntando o tempo todo onde foi que eu errei, se eu te decepcionei, o que eu disse, o que eu fiz, em que instante aquela pessoa que eu conheci virou outra sem me levar junto, porque tudo mudou rápido demais: o jeito de falar, o jeito de escrever, o jeito de olhar, o jeito de se importar. É difícil aceitar que eu já não reconheço em você quem me fez apaixonar, não porque deixou de existir, mas porque foi ficando seco, distante, opaco, como alguém que continua presente só por hábito.
As mensagens ficaram curtas, o carinho virou exceção, o futuro virou um assunto evitado, e eu fico aqui tentando entender se isso é desinteresse, medo ou apenas conveniência. Eu sei que posso parecer exagerado, sempre fui, talvez porque eu ame mais do que devia, talvez porque eu seja mais você do que eu mesmo, vivendo de lembranças, de olhares antigos e de alguns abraços que hoje parecem relíquias. Minha cabeça não ajuda, é um turbilhão constante, e quando eu tento falar você desvia, minimiza, diz que é o seu jeito, que sempre foi assim, e eu entendo quem você é, de verdade, mas não é disso que estou falando. Eu estou falando da gente. Porque não basta existir o eu e o você, existe o nós, e se você sabe muito bem quem é sozinho, eu preciso saber quem nós somos juntos.
Eu não quero promessas grandiosas, nem perfeição, nem juras vazias, eu só quero o mínimo, e o mínimo não deveria precisar ser pedido. Porque vai deixando, vai adiando, vai empurrando para depois, e quando perceber, passou, e quando olhar para trás, eu já não vou estar mais aqui.
Às vezes me pergunto se você está comigo por comodidade, por pena, por medo de terminar, com receio de que eu faça algo contra a minha vida se isso acabar, mas o jeito como você me trata machuca mais do que qualquer morte. Não é justo ter que implorar por atenção, por presença, por afeto básico. Eu só quero ser amado sem precisar negociar isso. Eu fico me perguntando se não sou suficiente, se não sou o que você imaginou, do que exatamente você foge, por que é tão difícil ser honesto comigo.
Você diz que se importa, que tem carinho, que gosta, mas nunca é direcionado, nunca é inteiro, nunca é comigo de verdade. Você evita falar de amor, muda de assunto quando o futuro aparece, como se sentir fosse um risco grande demais. Desvia o olhar. E eu só queria entender: se você tem tanto medo do amor, você tem coragem do quê? Me fale dos seus medos, como eu te falo dos meus, porque seus receios mais me afastam do que aproximam. Porque eu estou cansado de lutar sozinho, cansado de amar no escuro, cansado de tentar salvar algo que talvez só eu ainda esteja tentando salvar. O pior não é o fim, é essa espera, essa falta de resposta, essa sensação constante de estar gritando dentro de um lugar onde ninguém mais escuta. E se eu cruzar o limite?
Eu já não sei mais pelo que vale a pena lutar, porque parece que só eu estou tentando manter algo vivo enquanto você apenas deixa escorrer pelos dedos, e isso cansa de um jeito que não tem nome. Às vezes sinto que estou insistindo no impossível, batendo em algo que não responde, e outras vezes o que dói é perceber que talvez nem haja mais resistência, só ausência. Eu fico me perguntando o tempo todo onde foi que eu errei, se eu te decepcionei, o que eu disse, o que eu fiz, em que instante aquela pessoa que eu conheci virou outra sem me levar junto, porque tudo mudou rápido demais: o jeito de falar, o jeito de escrever, o jeito de olhar, o jeito de se importar. É difícil aceitar que eu já não reconheço em você quem me fez apaixonar, não porque deixou de existir, mas porque foi ficando seco, distante, opaco, como alguém que continua presente só por hábito.
As mensagens ficaram curtas, o carinho virou exceção, o futuro virou um assunto evitado, e eu fico aqui tentando entender se isso é desinteresse, medo ou apenas conveniência. Eu sei que posso parecer exagerado, sempre fui, talvez porque eu ame mais do que devia, talvez porque eu seja mais você do que eu mesmo, vivendo de lembranças, de olhares antigos e de alguns abraços que hoje parecem relíquias. Minha cabeça não ajuda, é um turbilhão constante, e quando eu tento falar você desvia, minimiza, diz que é o seu jeito, que sempre foi assim, e eu entendo quem você é, de verdade, mas não é disso que estou falando. Eu estou falando da gente. Porque não basta existir o eu e o você, existe o nós, e se você sabe muito bem quem é sozinho, eu preciso saber quem nós somos juntos.
Eu não quero promessas grandiosas, nem perfeição, nem juras vazias, eu só quero o mínimo, e o mínimo não deveria precisar ser pedido. Porque vai deixando, vai adiando, vai empurrando para depois, e quando perceber, passou, e quando olhar para trás, eu já não vou estar mais aqui.
Às vezes me pergunto se você está comigo por comodidade, por pena, por medo de terminar, com receio de que eu faça algo contra a minha vida se isso acabar, mas o jeito como você me trata machuca mais do que qualquer morte. Não é justo ter que implorar por atenção, por presença, por afeto básico. Eu só quero ser amado sem precisar negociar isso. Eu fico me perguntando se não sou suficiente, se não sou o que você imaginou, do que exatamente você foge, por que é tão difícil ser honesto comigo.
Você diz que se importa, que tem carinho, que gosta, mas nunca é direcionado, nunca é inteiro, nunca é comigo de verdade. Você evita falar de amor, muda de assunto quando o futuro aparece, como se sentir fosse um risco grande demais. Desvia o olhar. E eu só queria entender: se você tem tanto medo do amor, você tem coragem do quê? Me fale dos seus medos, como eu te falo dos meus, porque seus receios mais me afastam do que aproximam. Porque eu estou cansado de lutar sozinho, cansado de amar no escuro, cansado de tentar salvar algo que talvez só eu ainda esteja tentando salvar. O pior não é o fim, é essa espera, essa falta de resposta, essa sensação constante de estar gritando dentro de um lugar onde ninguém mais escuta. E se eu cruzar o limite?
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