Foram 230 dias.
E ainda conto cada um no escuro.
Diga que não passa de mentira
quando dizem que o amor morreu.
Diga que o tempo fecha todas as feridas e que pra nós existe uma saída.
Que, nem por um segundo, me esqueceu.
Você disse que em algum momento eu iria começar a te odiar.
Pode me dizer quando será?
Porque acho que prefiro ter ódio
do que esse amor doído que não vai.
Diga que não volta mais pra minha vida e que a nossa estrada é bipartida.
Esqueça o dia em que me conheceu.
Estrada do inferno,
farol da solidão.
Dentro de um caderno,
um baque de redenção.
Intrigas, mentiras
e noites mal dormidas.
Lições mal aprendidas.
Azar de quem fica,
maldito quem vai.
Eu não sei nem o cheiro
de abraço de pai.
A vida é um sopro,
é a boca da morte.
Me cuspiram pra fora
num golpe de sorte.
Se a gente não morre,
não cura dos cortes.
Mas vivendo piora…
Eu nunca fui embora.
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