
Eu estou cansado. Cansado de verdade. Não aquele cansaço que se resolve com uma boa noite de sono ou um fim de semana sem compromissos. É um cansaço mais fundo, mais silencioso, que parece morar dentro do peito.
Estou cansado de ter que cobrar o mínimo. Cansado de precisar explicar coisas que, para mim, deveriam ser óbvias quando existe amor. Cansa ter que apontar que estou ali, esperando ser visto, esperando ser escolhido, enquanto percebo que outras coisas, compromissos, distrações, prioridades que nunca sou eu, acabam sempre ocupando o lugar que eu gostaria de ter.
Também cansa perceber que, no meio disso tudo, eu me sinto sozinho. Não é só sobre um relacionamento. É sobre olhar ao redor e perceber que não existem muitos lugares onde eu possa simplesmente existir sem precisar justificar meus sentimentos ou explicar por que algo me machuca. Eu estou cansado das cobranças da minha mãe. Cansado da sensação constante de que cada escolha minha pode virar um julgamento, uma crítica ou um lembrete de que eu deveria estar vivendo de outro jeito. Como se a vida que eu tento construir nunca estivesse exatamente dentro do que esperam de mim. Às vezes eu sinto que não estou vivendo de verdade. Que estou apenas cumprindo papéis. Fazendo o que esperam. Tentando evitar conflitos. Tentando manter tudo funcionando. Como se a minha própria vida fosse um roteiro escrito por outras pessoas, e eu só estivesse interpretando.
E o pior é aquela sensação silenciosa de que nada do que eu faço parece ser suficiente. Eu tento. Eu penso. Eu me esforço. Eu me explico. Eu volto atrás. Eu tento de novo. Mas, em algum momento, parece que sempre existe algo errado comigo, como se eu estivesse constantemente devendo alguma coisa para o mundo.
Tem dias em que a sensação fica ainda mais estranha. Como se eu estivesse lutando contra alguma força invisível. Como se todas as energias do universo tivessem decidido me colocar à prova ao mesmo tempo. E nesses momentos até pensamentos que eu normalmente eu não teria acabam aparecendo: se existe um Deus, será que ele simplesmente não gosta de mim?
Eu sei que isso talvez soe exagerado para quem está olhando de fora. Mas por dentro é diferente. Por dentro é um acúmulo de pequenas frustrações, pequenas solidões, pequenas decepções que vão se empilhando até formar um peso difícil de explicar.
Talvez esse texto não seja uma conclusão. Talvez seja apenas um desabafo. Um registro honesto de um momento em que eu me sinto esgotado de tentar ser forte o tempo todo. Porque, às vezes, tudo o que a gente consegue fazer é admitir o óbvio: eu estou cansado.
Estou cansado de ter que cobrar o mínimo. Cansado de precisar explicar coisas que, para mim, deveriam ser óbvias quando existe amor. Cansa ter que apontar que estou ali, esperando ser visto, esperando ser escolhido, enquanto percebo que outras coisas, compromissos, distrações, prioridades que nunca sou eu, acabam sempre ocupando o lugar que eu gostaria de ter.
Também cansa perceber que, no meio disso tudo, eu me sinto sozinho. Não é só sobre um relacionamento. É sobre olhar ao redor e perceber que não existem muitos lugares onde eu possa simplesmente existir sem precisar justificar meus sentimentos ou explicar por que algo me machuca. Eu estou cansado das cobranças da minha mãe. Cansado da sensação constante de que cada escolha minha pode virar um julgamento, uma crítica ou um lembrete de que eu deveria estar vivendo de outro jeito. Como se a vida que eu tento construir nunca estivesse exatamente dentro do que esperam de mim. Às vezes eu sinto que não estou vivendo de verdade. Que estou apenas cumprindo papéis. Fazendo o que esperam. Tentando evitar conflitos. Tentando manter tudo funcionando. Como se a minha própria vida fosse um roteiro escrito por outras pessoas, e eu só estivesse interpretando.
E o pior é aquela sensação silenciosa de que nada do que eu faço parece ser suficiente. Eu tento. Eu penso. Eu me esforço. Eu me explico. Eu volto atrás. Eu tento de novo. Mas, em algum momento, parece que sempre existe algo errado comigo, como se eu estivesse constantemente devendo alguma coisa para o mundo.
Tem dias em que a sensação fica ainda mais estranha. Como se eu estivesse lutando contra alguma força invisível. Como se todas as energias do universo tivessem decidido me colocar à prova ao mesmo tempo. E nesses momentos até pensamentos que eu normalmente eu não teria acabam aparecendo: se existe um Deus, será que ele simplesmente não gosta de mim?
Eu sei que isso talvez soe exagerado para quem está olhando de fora. Mas por dentro é diferente. Por dentro é um acúmulo de pequenas frustrações, pequenas solidões, pequenas decepções que vão se empilhando até formar um peso difícil de explicar.
Talvez esse texto não seja uma conclusão. Talvez seja apenas um desabafo. Um registro honesto de um momento em que eu me sinto esgotado de tentar ser forte o tempo todo. Porque, às vezes, tudo o que a gente consegue fazer é admitir o óbvio: eu estou cansado.
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